

Nesta edição, trazemos a agroecologia, a nutrição e a aventura, em um cenário de belas paisagens rurais e naturais.Assista o Aftermovie do evento: https://youtu.be/1HZuwsLiTAk

O Ciclofest Rural é um evento de grande importância que já está em sua segunda edição. Sua “metodologia” envolve um planejamento minucioso, seguido por uma organização cuidadosa, que engaja diversos atores e localidades.
A implantação e execução do evento têm como objetivo estabelecer relações diretas com as comunidades locais, famílias e empreendimentos rurais, utilizando a bicicleta como uma poderosa ferramenta para fortalecer o esporte, o meio ambiente e o turismo com destaque ao agroturismo e o turismo de base comunitária.. Também é fundamental a conexão desses atores com apoiadores, patrocinadores e agentes públicos para que o sucesso do evento seja ainda mais impactante.
A diversidade de pessoas, objetivos, idades, idéias, origens e tipos de bicicleta é uma das características marcantes do Ciclofest, assim como a singularidade de cada região, roteiros, culturas e sabores locais. Para que isso tudo seja transformado em uma experiência incrível, contamos com uma equipe multidisciplinar, engajada e sensível ao propósito desse evento . Afinal, o Ciclofest não é apenas sobre bicicleta, é sobre conexão, experiências autênticas e sustentabilidade.
Agora, vamos compartilhar o relato emocionante de como foram os dias do evento, onde visitamos além da cidade sede Rancho Queimado, Aguas Mornas e Angelina, através de 6 roteiros desenvolvidos exclusivamente para este evento.
Por: Rafaela @conterafaela E Lica @triskelbike
Rota dos Cedros
Distância percorrida: 27 km e 504 m de altimetria.
Trajeto: Sede do evento Morro Chato até a Queijaria Boca da Serra
Começou! Aos pouquinhos o pessoal foi chegando na pousada Recanto da Colina em @Rancho Queimado/SC. Tinha gente de diferentes partes do Brasil: Pernambuco, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e, em maior quantidade, os catarinenses.
O caminho até Recando da Colina, a sede do CicloFest foi feito de diferentes formas: ônibus, carro, carona, pedalando mas o que mais chamou a atenção pelo caminho certamente foi a van que veio de Floripa. Com um porta bike gigante a reboque, com mais de 10 bicicletas acopladas. O veículo atraia os olhares das outras pessoas, principalmente dos ciclistas, que analisavam curiosos aquele tanto de bicicleta. Para onde iriam tantos ciclistas numa quinta chuvosa?
E sim, a previsão se cumpriu e os ciclistas chegaram em Rancho Queimado embaixo de chuva. Aqui foram recebidos com carinho em forma de comida feita pela @Divina e seus ajudantes. Pães e bolos caseiros, ghee, coalhada, torta salgada, tudo regado com o delicioso café e chá de uva com canela e cardamomo.
Alimentados, reunidos e preparados, todas as pessoas ouviram atentamente os informes da Lica. Ela explicou como funcionaria a programação e deu os recados paroquiais. Além disso, ela motivou o grupo a se desafiar, lembrando que somos mais capazes do que muitas vezes pensamos que somos!
Atrações no trajeto

Vimos diversas casas, chácaras, sítios, vacas e cavalos, mas a vegetação e a neblina que deram o tom de surreal ao pedal do primeiro dia.
As Quaresmeiras (também chamadas de Manacá-da-serra ou Primavera), estavam floridíssimas! A floresta se tingia de rosa e branco, contrastando com o verde musgo do restante da vegetação. As araucárias também deram um show a parte, encantando a todos. Além delas, passamos por plátanos com as folhas já amareladas pelo outono, Jerivás, florestas de pinus, roças de milho e parreirais, sempre sob o olhar curioso das vaquinhas. Aqui estamos quase na serra do Tabuleiro, numa altitude de 800m. Retas, só no asfalto, fora disso foi muita subida, descida, empurra bike, ajusta correia e bora pra queijaria!
Nossa primeira parada foi na Queijaria Boca da Serra, @bocadaserra.sc. onde fomos recebidos pela Daiani, que além de empresária do ramo dos laticínios é também ciclista e uma das guias do CicloFest. Lá na sua fábrica artesanal ela nos contou sobre os processos que a levaram a criar queijos únicos, com sabores incríveis e controle de qualidade rigoroso. Provamos os queijos Floripano, Maciambu e o recém batizado Cambirela, além de uma geleia de uva produzida localmente e um chazinho pra esquentar a galera, que a este ponto já estava encharcada e embarrada, mas com muita alegria no olhar e orgulho por ter superado os desafios. Uma pena não pudemos avistar da queijaria o conjunto de morros da serra do tabuleiro, razão da escolha daquele local, a beleza da paisagem sem fim.

Alimentados, partimos para a praça da cidade, a fim de tirar a “foto oficial” do grupo, numa espécie de rua coberta. Lá fomos recebidos pelo José Mário e sua esposa do Rancho Bistrô, um dos patrocinadores do evento e que criaram um delicioso sanduíche de frango e molho especial em homenagem ao Ciclofest Rural. No boulevard estavam servindo um perfumado chocolate quente, ajudando alguns ciclistas a recuperar o calor perdido no pedal sob chuva e neblina.
Completado o circuito, voltamos para a pousada e após um banho quente desfrutamos de um jantar delicioso e saudável.
Pessoal se conhecendo ainda e fazendo novas amizades, com certeza o chopp da Unika e a cachacinha que roda de mão em mão contribui com estas novas conexões.
O clima do encontro é incrível. Muitas das pessoas presentes já fizeram longas cicloviagens, inspirando os demais com seus relatos. O primeiro dia foi abaixo de chuva e em cima de lama, mas a sensação de superação e orgulho é unânime entre os ciclistas, realmente a Lica estava certa: podemos mais do que acreditamos e com um grupo como este, a motivação vai lá em cima!
Na sede temos uma jukebox com karaokê e a galera animada aproveita a oportunidade para soltar a voz durante a noite e divertir os demais participantes.
Temos ainda previsão de chuva e frio para os próximos dias, mas com certeza o calor humano presente vai amenizar o desconforto e gerar boas memórias para todos e todas presentes.
Rota Mato Francês
Distância percorrida: 51,1 km e 1090 m de altimetria
Trajeto: Sede do evento no Morro Chato até Cervejaria Unika
Segundo dia do CicloFest Rural 2023! Começamos com muita chuva e por causa da previsão o grupo conversou e resolveu fazer alguns ajustes na programação.
As oficinas e bate-papos ficaram na parte da manhã, onde estava previsto o maior volume de precipitação e o pedal ficou pra parte da tarde, contando com uma trégua no aguaceiro.
Um grupo de pessoas se animou para o yoga, e às 7 e pouco da manhã estavam prontos para a atividade, conduzida pela Mari Falks. Como disse Mari, foi um yoga express, mas já ajudou a acordar os músculos e aquecer na manhã fria.
Após a atividade foi servido aquele café da manhã digno da região onde o festival está acontecendo. Mel, manteiga, pães, geleia, omelete e queijo colonial.
Turma bem alimentada, nos reunimos para ouvir os relatos de algumas pessoas que são protagonistas na consolidação do cicloturismo em suas regiões.

Elissa é uma destas pessoas, proprietária da pousada Cafune Goyano ela nos contou sobre o Caminho de Cora Coralina, que percorre 300 km de cerrado, passa por 9 cidades, entre elas Pirenópolis e Cidade de Goiás, onde mora a Elissa. Esta rota recebeu este nome em homenagem a uma das poetisa mais famosa da cidade e passa por paisagens naturais, sítios arqueológicos, locais históricos que são patrimônio cultural do Brasil, além de diversos vilarejos onde o ciclista pode contar com a hospitalidade da população local e desfrutar dos produtos da terra.

Em seguida nos falou João Bonfim, proprietário da Rota Certa Cicloturismo que opera no circuito da Rota Nova Lusitânia, que percorre o caminho entre os limites da Capitania Hereditária de Pernambuco das épocas do Brasil Colônia, passando por Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e parte do Ceará. O trecho mapeado, que vai de Maceió a Natal, tem 550km, porém a rota inteira tem mais de 1000km, sendo que 90% dela é pela praia. Em alguns trechos a travessia é feita de barco e os ciclistas podem desfrutar da culinária litorânea. A rota passa por praias como Maragogi/AL, Itamaracá/PE, a praia de naturismo Tambaba/PB e Pipa/RN, além de diversas praias desertas.

O gaúcho Rafael compartilhou a experiência de tornar o caminho do corredor ecológico da 4° colônia em uma rota de cicloturismo, chamada Rota Coração do RS. O percurso tem 200 km, sai de Santa Maria/RS, passa por nove municípios e termina na mesma cidade onde começa, Rafa foi um dos principais agentes de consolidação desta rota, mapeando os pontos turísticos e trabalhando ativamente junto ao poder público. Ele nos contou sobre as dificuldades de manter uma sinalização adequada no percurso e sobre como a pandemia aumentou significativamente o número de ciclistas na cidade.

Também tivemos a oportunidade de ouvir sobre as aventuras de Moritz. Ele é alemão e atualmente reside em Florianópolis. Moritz fez uma travessia da Alemanha, até Quirguistão, na fronteira com a China. Ele compartilhou algumas imagens da paisagem da viagem, causando a admiração do grupo com a grandiosidade da paisagem que se desvela no caminho das bicicletas. Nesta primeira parte do dia, pudemos tirar a lição de que o cicloturismo é uma prática ao alcance de todos e todas. Moritz começou suas viagens numa bicicleta que custou algo como 100 euros.
Terminada a rodada de compartilhamento de experiências, o guia Helder conduziu uma oficina sobre manutenção de bicicletas, onde os participantes tiraram algumas dúvidas e compartilharam truques e dicas. Também compartilhou truques com garrafa pet para manutenção da bike e uso de jornal velho para aquecer o corpo em descidas. Ou seja, ser cicloturista não tem a ver com ter a bike mais cara ou o equipamento mais sofisticado, mas sim em se entregar à prática, conhecer sua bicicleta, seus limites e ter autonomia e criatividade para resolver os problemas que vão aparecendo no caminho.
Atrações no trajeto

A chuva diminuiu mas não parou, mas mesmo assim uma grande parte da galera seguiu motivada para pedalar, afinal, foi para isso que viemos e a chuva e frio deixaram o desafio mais intenso, instigando o espírito aventureiro no grupo.
Foi escolhida a Rota Mato Francês, intermediária entre a rota difícil e a fácil, com 51,1 km e 1090m de altimetria. Os que não foram pedalando, acompanharam de carro, para desfrutar com o grupo das mesmas paisagens e experiências.
Saindo da sede, logo passamos pelo distrito de Taquaras, com seu posto de gasolina e construções antigas que lembravam algum lugar do passado, meio faroeste, meio Rota 66. Lugar para muitas fotos e brincadeiras dos participantes.
A primeira parada foi no armazém de Dona Amélia onde fomos recebidos carinhosamente pela matriarca e seu filho, que distribuíram sorrisos e amostras de seu produto generosamente. As cachaças saborizadas, praticamente medicinal, limão, mel e cachaça, aqueceram os ciclistas já molhados pela chuva e serviram de combustível para o restante da viagem.
E haja energia para seguir, após essa provinha, começou uma subida considerável. Por cerca de 5 km o pedal foi morro acima, em meio a densa mata atlântica, repleta de xaxins centenários e demais vegetação nativa, como cedros, bromélias e cipós.
Terminada a subida, começa a descida porém as dificuldades não diminuem. As chuvas constantes deixaram o terreno bem molhado, e como sabemos o CicloFest é RURAL, portanto, a maior parte dos trajetos são em estrada de terra. Os participantes testaram suas habilidades nos caminhos escorregadios e com muita lama, e todos se saíram muito bem!
Já no Mato Francês, um bairro prioritariamente rural, uma breve parada no Bar do Nêgo para fotos e uma prosa, seguimos para conhecer a Agromanacá, que produz mirtilos e seus derivados. Lá Guilherme e sua esposa ofereceram sucos, pão e geléia para repor as energias e o grupo, que conseguiu acabar com o estoque de produtos do lugar, querendo levar para casa um pouco do sabor da região.
O cicloturismo tem muito a ver com isso, conhecer os produtos locais, as pessoas, os sabores e poder compartilhar das experiências no caminho. Uma rota segura e acolhedora para o ciclista fomenta a economia local e os pequenos negócios, pois o praticante que descobre as características da região e valoriza as formas de fazer tradicionais, permitindo que a população local siga com suas tradições ao receber aporte econômico destes cicloturistas.
Rumo ao último ponto do trajeto do dia: a Cervejaria Únika. Uma parte chegou de carro e já foi provando da variedade de chopps disponíveis, enquanto esperavam os ciclistas que chegavam enlameados dos pés à cabeça. Na cervejaria o grupo foi super bem recebido pelo simpático proprietário Bruno e pelo mestre cervejeiro, que explicaram sobre o processo de fabricação e ofereceram tipos que ainda não foram para o mercado, como a Cacau Ipa e a Skank Juice.

Já anoitecendo o grupo voltou pra sede, mais subidas e chuva para os ciclistas que, apesar das dificuldades, chegaram de olhos brilhantes pelas experiências que vivenciaram no caminho.
Pela noite, mais comida gostosa e quentinha. A alimentação do Ciclofest é quase que exclusivamente vegana e feita com produtos locais, alinhada com a proposta do festival de valorização da agricultura familiar e da vida saudável. A comida é realmente muito saborosa e variada e diversos participantes que não estão acostumados com este tipo de dieta relataram não sentir falta da proteína animal.
A noite seguiu com a gaita do Humberto e muita cantoria no karaokê, além das cachaças deliciosas que João trouxe de Pernambuco e ofereceu generosamente para o grupo.

Opções:
Rota Barra Clara 77,2 com 1787 m de altimetria
Rota da Fé 47,5 km com 1093 de altimetria
Rota Rio Pequeno / Rio Schefer 25,7 km com 4995 de altimetria
Distância percorrida: 51,1 km e 1090 m de altimetria
Trajeto principal : Sede do evento no Morro Chato e Angelina.
O dia começou com mais uma sessão de yoga, seguida do café da manhã fortalecedor e então começaram os preparativos para o pedal. O grupo se dividiu em duas rotas: a Rota da Fé, com 47,5 km e 1093 m de altimetria, e a Rota Scharf, com 25,7 km e 495m de altimetria.
Atrações no trajeto

Sábado de Aleluia! A chuva diminuiu e caía fininha e fria, em meio a neblina, deixando a paisagem em torno da sede com tons invernais.
Na Rota da Fé, os ciclistas foram até o Sítio Agroecológico Saraquá e puderam conhecer mais da história da família de Tânea, Vitor e Glória e os motivos que levaram estas pessoas a optar pela produção orgânica de alimentos. Lá provaram diversas frutas, como banana, pitaya, café quentinho, se fortalecendo para o restante do pedal.
Além do sítio, o grupo passou por Rio Bonito, Rio das Antas, Rio Knaul, Angelina, Rancho de Tábuas e Rio Scharf. Em Angelina receberam as boas vindas na casa do turista por Raizza e seguiram para conhecer a Gruta de Angelina.
Já os ciclistas que seguiam pela Rota Scharf cruzavam por diversos rios, bem cheios por causa da chuva e além dos sítios e plantações também podia curtir trechos em meio à Mata Atlântica.
O final do trajeto desta rota era de uma subida considerável e ali aconteceu um episódio bem interessante. O cicloturista mais jovem do grupo, o Joaquim, de 11 anos, teve dificuldade em terminar a subida e ganhou carona na carroceria de um trator, que desviou de seu caminho para ajudar o menino. O acontecido mostra que, apesar do estranhamento que este bando de ciclistas enlameados pode causar, os moradores da região são acolhedores e abertos às trocas que este tipo de evento proporciona. Aliás houveram vários outros relatos de gentilezas recebidas por moradores e agricultores locais.
Cada grupo escolheu restaurantes de suas preferências nas rotas e se encontraram na sede por volta das 16h para as demais atividades do dia.
Bate Papo
Contamos com a presença do Deputado Estadual Marcos Abreu, o Marquito, que por toda sua trajetória política se engajou nos temas do ciclismo, mobilidade urbana, agricultura familiar e ecológica, assuntos que permeiam a concepção do CicloFest Rural e razão do convite para contar com sua participação.
O debate foi muito proveitoso, a troca de experiência com protagonistas do cicloturismo em outras regiões do país trouxe idéias e possibilidades para a implementação da rota na região da Encosta da Serra, unindo no inicio entre 8 a 10 municípios , proposta da Triskel Bike e fortalecida por estes eventos do Ciclofest rural, além de antecipar os desafios que estas iniciativas encontram.
É consenso entre o grupo que uma região com ciclorrotas bem estruturadas não beneficia somente os amantes do pedal, mas sim toda a cadeia produtiva da região. O cicloturista quer conhecer a realidade local, os moradores, os produtos e os saberes tradicionais. Viaja desfrutando dos detalhes da paisagem e fortalece o turismo de base comunitária, trazendo mais sustentabilidade para a região que frequenta.
Após a troca que evidenciou os aspectos políticos do cicloturismo, o grupo ouviu os relatos do Luiz Marcelo Rodrigues sobre Rotas Autoguiadas e as Normas ABNT para o Cicloturismo.
Luís Marcelo da “Nomas Descobrir é Preciso” compartilhou suas experiências implementando as ciclorrotas na Serra Gaúcha Rota Romântica, Rota dos Capitéis, Caminho de Caravaggio, entre outras que chegam a incluir mais de 30 municípios gaúchos, trazendo a importância da implementação das Normas da ABNT para o cicloturismo e o turismo de natureza.
Seguimos com o jantar que manteve a qualidade já reconhecida em seus sabores e texturas diferenciados. Bobó de castanha de caju, quinoa com vegetais, arroz cateto, batata doce assada e saladas com molho de tofu e alho, só uma amostra das delícias que tivemos nestes dias.
Celebração com forró e quadrilha
Após jantar, mais cachacinhas, chopp da Únika e o tão aguardado forró. O trio Erva Rasteira veio de Florianópolis para comandar o arrasta pé em Rancho Queimado. O pessoal mostrou que realmente tem muita energia e depois de pedalar dezenas de quilômetros ainda estavam animados para dançar.
O forró estava ótimo, quem sabia ensinava quem não sabia, tinha espaço para brincadeiras e improvisos e a festa seguiu com muita alegria e companheirismo.
Aliás, este foi o clima do festival inteiro: companheirismo! Muitas trocas de experiências, amizades e respeito com os limites dos outros, mas sempre fazendo com que todos se sentissem incluídos.
Participação da sanfona do amigo Humberto Fillipi
Rota: Mirante da Boa Vista 45 km com 1100 de altimetria
Atividade principal: Corrida de Orientação ou de bike

Chegamos ao último dia de festival! O clima deu uma amenizada, o sol apareceu tímido algumas vezes entre as nuvens. Hora de começar a organizar as coisas, recolher as capas e calçados molhados espalhados por todos os lados numa tentativa de secagem.
Logo após o café da manhã, começou a chegar o grupo do Clube de Orientação para a prova daquela manhã, da qual também participaram diversos integrantes do Ciclofest. Nelson e os organizadores do Clube são super profissionais e foi lindo de ver e participar.
A atividade consistia em utilizar bússola e mapa para encontrar diversos pontos de localização num trajeto pré-estabelecido. Teve trajeto a ser feito de bicicleta, e trajetos a pé, que os participantes percorriam em duplas ou trios. O pessoal da bike se saiu bem, concluindo com facilidade a prova. Foi uma atividade muito empolgante e aqueles que iriam só participar para conhecer, acabavam correndo para conseguir fechar no menor tempo.


Enquanto isso, um grupo de destemidos ciclistas (quatro, no total) resolveu cumprir o desafio do dia e partiu rumo ao mirante. Uma pedalada de 45 km com 1100 de altimetria, com a vista compensando a dificuldade do percurso.
Elissa, de Goiás, Evandro, de Curitiba, Maurício de Itapema, o guia Helder puderam vislumbrar uma vista única para a serra catarinense, corvo branco e outros encerrando com chave de ouro os pedais do Ciclo Fest Rural 2023.
Brindes: @fatbikefloripa @arestaequipamentos @noscomamor_macrame @riorioatelie


Já de volta à sede, tivemos a premiação da prova de orientação, lojinha de artesanato e a distribuição de alguns brindes entre os participantes do festival. Logo em seguida nosso almoço, de Domingo de Páscoa que foi precedido de uma fala emocionante da responsável pela nossa nutrição. A Divina compartilhou o que significou para ela toda a troca que aconteceu naqueles 4 dias, deixando os presentes tocados pela beleza das emoções que era comum a todos. E ainda recebemos chocolate, gentileza de Djeizon e família da Sonho Doce Chocoloteria para no evento.
Com brilho no olhar e já saudosos, partimos após o almoço, cada um para sua direção. De carro, ônibus, van, pedalando e com vontade forte de um até logo.
Agradecimento aos patrocinadores:
@fatbikefloripa @rancho.bistro @terrasprosperas @cervejariaunika

Agradecimentos Apoiadores, amigos, fornecedores e pau pra toda obra:
Prefeitura Municipal de Rancho Queimado @descubraranchoqueimado Prefeitura Municipal de Angelina @descubraangelina Epagri @epagri @recantodacolina
@divinatemperar @expandindomundos @pulsefilmes @apuamarafting @sitiosaraqua @agromanaca @cogumelodamata @engenhosdefarinhasc @riorioatelie @arestaequipamentos @sonho_doce_chocolateria @pedromallm @ervarasteirafloripa @pctendas @noscomamor_macrame @camisetasdecorrida @pulsefilmes e Dona Amélia @conterafaela @florianopolis_clube_orientacao, Sandro Beltrame.
Aqueles que não pudemos visitar em r azão da chuva: @kaufercafe @marcos_vagalume Sr. Vino Weiss (cutelaria artesanal) Sr. Dirceu e Dona Soni e @parque_boavista
Nossos agradecimentos: Aos palestrantes Marcos de Abreu @marquito.sc Luiz Marcelo @nomasdescobrirepreciso,
E finalmente nossa imensa gratidão a todos os participantes de perto e de longe. Vocês são a experiência que transforma!!