



Os Geoparques são territórios de um ou mais municípios que possuem importância científica, cultural, paisagística, geológica, arqueológica, paleontológica e histórica.
Nestes locais a história da Terra é preservada e utilizada de forma sustentável para gerar desenvolvimento para a sua comunidade, principalmente através do turismo.
Apesar de estar intimamente relacionado com a biodiversidade, os geoparques buscam explorar a geodiversidade, ou seja a diversidade abiótica, de rochas, solos e relevos que são testemunhos da evolução da Terra.

Os geoparques de maior destaque, atualmente, são aqueles reconhecidos pela UNESCO.
Hoje existem 195 Geoparques Mundiais da UNESCO em 48 países.
No Brasil, o Geoparque Araripe (CE) era o único Geoparque Mundial do país, até 2021 quando o Geoparque Seridó (RN) e Geoparque Caminhos dos Cânios do Sul (RS/SC) receberam a chancela da UNESCO. Em 2023 o Geoparque Quarta Colônia (RS) e Geoparque Caçapava (RS).

Fonte: Unesco
O Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul começou a ser idealizado em 2009 para explorar o potencial turístico da região com maior concentração de cânions do Brasil.
O território do Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul possui uma área de aproximadamente 3.000 km² e abrange sete municípios dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul: Morro Grande, Timbé do Sul,, Jacinto Machado, Praia Grande, Mampituba, Torres e Cambará do Sul. .
O Geoparque engloba, parcial ou totalmente, 11 áreas protegidas: Parque Nacional Aparados da Serra, Parque Nacional da Serra Geral, Parque Estadual de Tainhas, Parque Estadual de Itapeva, Parque Estadual da Guarita, APA da Rota do Sol, APA do Silveirão, APA da Lagoa de Itapeva, RPPN Recanto Robalo, Refúgio da Vida Silvestre Ilha dos Lobos e Comunidade Quilombola São Roque.

O Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul possui uma vasta variedade de paisagens e de sítios de relevância internacional, importantes para entender a evolução da história da Terra, sendo chamados de geossítos.
Dentre os geossítios existentes neste território estão as paleotocas, cavernas construídas por animais da megafauna escavadora há mais de 10.000 atrás.

As paleotocas do Geoparque Caminhos dos Cânions do Sul foram escavadas por animais da megafauna, para serem utilizadas como abrigos.
Os animais da megafauna escavadora nessa região eram principalmente tatus e preguiças gigantes, com o tamanho de um carro fusca e podendo chegar a pesar até mais de 1 tonelada.
Esses animais escavaram suas tocas principalmente nas rochas do Arenito Botucatu, formadas a partir da deposição das dunas do Deserto de Botucatu que existiu há aproximadamente 140 milhões de anos, indo do sul de Minas Gerais até o Uruguai.

Milhares de anos depois, as paleotocas também foram utilizadas por grupos caçadores-coletores, que deixaram alguns grafismos rupestres nas paredes das paleotocas.
No século XIX muitas paleotocas foram exploradas por “caçadores de tesouros”, sendo algumas escavadas praticamente por inteiro.

Para saber mais e entender sobre a importância da criação do Geopaque Caminhos dos Cânions do Sul para a ciência, comunidades e o turismo, consulte : https://canionsdosul.org/
Imersa na beleza exuberante de Santa Catarina com relevos acidentados e Cânyons, a Reserva Biológica Estadual do Aguaí localiza-se no coração do estado, esta área de proteção integral abraça uma rica biodiversidade, oferecendo um santuário para uma variedade impressionante de espécies da fauna e da flora do bioma da Mata Atlântica. com uma área de 7672 hecteres abrangida pelos Municípios de Treviso, Siderópolis, Nova Veneza, Morro Grande e , confrontando, a oeste, o limite municipal de Bom Jardim da Serra.
Cobrindo extensos hectares de terras preservadas, a Reserva Biológica do Aguaí é um exemplo vivo do compromisso com a conservação ambiental. Seus ecossistemas diversificados incluem uma paisagem que abrange florestas exuberantes, cachoeiras, nascentes de água cristalina e uma atmosfera serena que convida à contemplação.
Aguai que dá nome a esta Unidade de Conservação Aguai, é uma arvore que está presente na Floresta Atlântica e , nesta reserva, domina principalmente o extrato arbóreo das encostas íngremes da Serra Geral.
Sendo caracterizada como uma Reserva biológica , as únicas interferências permitidas são aquelas necessárias a recuperação dos ecossistema alterados e ações d manejo para recuperar o equilíbrio natural e preservar a diversidade biológica, podendo ser visitada mediante autorização dos órgãos gestores e para fins específicos.
Você pode visitar o entorno da Reserva Biológica Estadual do Aguaí através da Rota de Cicloturismo do Aguaí. Este projeto de roteirização de 166 km foi realizado através de recursos do Inovatur e contempla as cidades de Nova Veneza, Morro Grande (Nova Roma), Siderópolis (Nova Belunno) e Treviso.

Para saber mais sobre a importância da Reserva Biológica do Aguaí consulte no link.
E nós estaremos visitando alguns desses locais durante o Ciclofest Rural 2024. Quem vem com a gente, verá!!